quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"A Doida", conto de Carlos Drummond de Andrade. 6º ano


A doida

                                                                                         (Carlos Drummond de Andrade "Contos de Aprendiz")
                                                                                  
A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la?

Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandade. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a lapidar a doida, isolada e agreste no seu jardim. Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado, numa das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera.

Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de 60 anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavravam o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento, uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se viram. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos racontos antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passou a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão.
Vinte anos de tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a idéia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.

Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis lamentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem.

Os três verificaram que quase não dava mais gosto apedrejar a casa. As vidraças partidas não se recompunham mais. A pedra batia no caixilho ou ia aninhar-se lá dentro, para voltar com palavras iradas. Ainda haveria louça por destruir, espelho, vaso intato? Em todo caso, o mais velho comandou, e os outros obedeceram na forma do sagrado costume. Pegaram calhaus lisos, de ferro, tomaram posição. Cada um jogaria por sua vez, com intervalos para observar o resultado. O chefe reservou-se um objetivo ambicioso: a chaminé.

O projétil bateu no canudo de folha-de-flandres enegrecido – blem – e veio espatifar uma telha, com estrondo. Um bem-te-vi assustado fugiu da mangueira próxima. A doida, porém, parecia não ter percebido a agressão, a casa não reagia. Então o do meio vibrou um golpe na primeira janela. Bam! Tinha atingido uma lata, e a onda de som propagou-se lá dentro; o menino sentiu-se recompensado. Esperaram um pouco, para ouvir os gritos. As paredes descascadas, sob as trepadeiras e a hera da grade, as janelas abertas e vazias, o jardim de cravo e mato, era tudo a mesma paz.

Aí o terceiro do grupo, em seus 11 anos, sentiu-se cheio de coragem e resolveu invadir o jardim. Não só podia atirar mais de perto na outra janela, como até, praticar outras e maiores façanhas. Os companheiros, desapontados com a falta do espetáculo cotidiano, não, queriam segui-lo. E o chefe, fazendo valer sua autoridade, tinha pressa em chegar ao campo.

O garoto empurrou o portão: abriu-se. Então, não vivia trancado? ...E ninguém ainda fizera a experiência. Era o primeiro a penetrar no jardim, e pisava firme, posto que cauteloso. Os amigos chamavam-no, impacientes. Mas entrar em terreno proibido é tão excitante que o apelo perdia toda a significação. Pisar um chão pela primeira vez; e chão inimigo. Curioso como o jardim se parecia com qualquer um; apenas era mais selvagem, e o melão-de-são-caetano se enredava entre as violetas, as roseiras pediam poda, o canteiro de cravinas afogava-se em erva. Lá estava, quentando sol, a mesma lagartixa de todos os jardins, cabecinha móbil e suspicaz. O menino pensou primeiro em matar a lagartixa e depois em atacar a janela. Chegou perto do animal, que correu. Na perseguição, foi parar rente do chalé, junto à cancelinha azul (tinha sido azul) que fechava a varanda da frente. Era um ponto que não se via da rua, coberto como estava pela massa de folha gemo A cancela apodrecera, o soalho da varanda tinha buracos, a parede, outrora pintada de rosa e azul, abria-se em reboco, e no chão uma farinha de caliça denunciava o estrago das pedras, que a louca desistira de reparar.

A lagartixa salvara-se, metida em recantos só dela sabidos, e o garoto galgou os dois degraus, empurrou cancela, entrou. Tinha a pedra na mão, mas já não era necessária; jogou-a fora. Tudo tão fácil, que até ia perdendo o senso da precaução. Recuou um pouco e olhou para a rua: os companheiros tinham sumido. Ou estavam mesmo com muita pressa, ou queriam ver até aonde iria a coragem dele, sozinho em casa da doida. Tomar café com a doida. Jantar em casa da doida. Mas estaria a doida?

A princípio não distinguiu bem, debruçado à janela, a matéria confusa do interior. Os olhos estavam cheios de claridade, mas afinal se acomodaram, e viu a sala, completamente vazia e esburacada, com um corredorzinho no fundo, e no fundo do corredorzinho uma caçarola no chão, e a pedra que o companheiro jogará.

Passou a outra janela e viu o mesmo abandono, a mesma nudez. Mas aquele quarto dava para outro cômodo, com a porta cerrada. Atrás da porta devia estar a doida, que inexplicavelmente não se mexia, para enfrentar o inimigo. E o menino saltou o peitoril, pisou indagador no soalho gretado, que cedia.

A porta dos fundos cedeu igualmente à pressão leve, entreabrindo-se numa faixa estreita que mal dava passagem a um corpo magro.

No outro cômodo a penumbra era mais espessa parecia muito povoada. Difícil identificar imediatamente as formas que ali se acumulavam. O tato descobriu uma coisa redonda e lisa, a curva de uma cantoneira. O fio de luz coado do jardim acusou a presença de vidros e espelhos. Seguramente cadeiras. Sobre uma mesa grande pairavam um amplo guarda-comida, uma mesinha de toalete mais algumas cadeiras empilhadas, um abajur de renda e várias caixas de papelão. Encostado à mesa, um piano também soterrado sob a pilha de embrulhos e caixas. Seguia-se um guarda-roupa de proporções majestosas, tendo ao alto dois quadros virados para a parede, um baú e mais pacotes. Junto à única janela, olhando para o morro, e tapando pela metade a cortina que a obscurecia, outro armário. Os móveis enganchavam-se uns nos outros, subiam ao teto. A casa tinha se espremido ali, fugindo à perseguição de 40 anos.

O menino foi abrindo caminho entre pernas e braços de móveis, contorna aqui, esbarra mais adiante. O quarto era pequeno e cabia tanta coisa.

Atrás da massa do piano, encurralada a um canto, estava a cama. E nela, busto soerguido, a doida esticava o rosto para a frente, na investigação do rumor insólito.Não adiantava ao menino querer fugir ou esconder-se. E ele estava determinado a conhecer tudo daquela casa. De resto, a doida não deu nenhum sinal de guerra. Apenas levantou as mãos à altura dos olhos, como para protegê-los de uma pedrada.

Ele encarava-a, com interesse. Era simplesmente uma velha, jogada num catre preto de solteiro, atrás de uma barricada de móveis. E que pequenininha! O corpo sob a coberta formava uma elevação minúscula. Miúda, escura, desse sujo que o tempo deposita na pele, manchando-a. E parecia ter medo.

Mas os dedos desceram um pouco, e os pequenos olhos amarelados encararam por sua vez o intruso com atenção voraz, desceram às suas mãos vazias, tornaram a subir ao rosto infantil.

A criança sorriu, de desaponto, sem saber o que fizesse.

Então a doida ergueu-se um pouco mais, firmando-se nos cotovelos. A boca remexeu, deixou passar um som vago e tímido.

Como a criança não se movesse, o som indistinto se esboçou outra vez. Ele teve a impressão de que não era xingamento, parecia antes um chamado. Sentiu-se atraído para a doida, e todo desejo de maltratá-la se dissipou. Era um apelo, sim, e os dedos, movendo-se canhestramente, o confirmavam.

O menino aproximou-se, e o mesmo jeito da boca insistia em soltar a mesma palavra curta, que entretanto não tomava forma. Ou seria um bater automático de queixo, produzindo um som sem qualquer significação?

Talvez pedisse água. A moringa estava no criado - mudo, entre vidros e papéis. Ele encheu o copo pela metade, estendeu-o. A doida parecia aprovar com a cabeça, e suas mãos queriam segurar sozinhas, mas foi preciso que o menino a ajudasse a beber.

Fazia tudo naturalmente, e nem se lembrava mais por que entrara ali, nem conservava qualquer espécie de aversão pela doida. A própria idéia de doida desaparecera. Havia no quarto uma velha com sede, e que talvez estivesse morrendo.

Nunca vira ninguém morrer, os pais o afastavam se havia em casa um agonizante. Mas deve ser assim que as pessoas morrem.

Um sentimento de responsabilidade apoderou-se dele. Desajeitadamente, procurou fazer com que a cabeça repousasse sobre o travesseiro. Os músculos rígidos da mulher não o ajudavam. Teve que abraçar-lhe os ombros – com repugnância – e conseguiu, afinal, deitá-la em posição suave.

Mas a boca deixava passar ainda o mesmo ruído obscuro, que fazia crescer as veias do pescoço, inutilmente. Água não podia ser, talvez remédio...

Passou-lhe um a um, diante dos olhos, os frasquinhos do criado-mudo. Sem receber qualquer sinal de aquiescência. Ficou perplexo, irresoluto. Seria caso talvez de chamar alguém, avisar o farmacêutico mais próximo, ou ir à procura do médico, que morava longe. Mas hesitava em deixar a mulher sozinha na casa aberta e exposta a pedradas. E tinha medo de que ela morresse em completo abandono, como ninguém no mundo deve morrer, e isso ele sabia que não apenas porque sua mãe o repetisse sempre, senão também porque muitas vezes, acordando no escuro, ficara gelado por não sentir o calor do corpo do irmão e seu bafo protetor.

Foi tropeçando nos móveis, arrastou com esforço o pesado armário da janela, desembaraçou a cortina, e a luz invadiu o depósito onde a mulher morria. Com o ar fino veio uma decisão. Não deixaria a mulher para chamar ninguém. Sabia que não poderia fazer nada para ajudá-la, a não ser sentar-se à beira da cama, pegar-lhe nas mãos e esperar o que ia acontecer.
 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

As várias faces da "Canção do Exílio"

Como vimos em nossas aulas, a intertextualidade é apresentada de várias maneiras, a conhecida "Canção do Exílio" do poeta Gonçalves Dias, é um dos textos mais revisitados de nossa Literatura. 




Canção do Exílio 

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

Gonçalves Dias 

Outra Canção do Exílio 

Minha terra tem Palmeiras,
Corinthians e outros times
De copas exuberantes
Que ocultam muitos crimes.
As aves que aqui revoam
São corvos do nunca mais,
A povoar nossa noite
Com duros olhos de açoite
Que os anos esquecem jamais.
Em cismar sozinho, ao relento,
Sob um céu poluído, sem estrelas,
Nenhum prazer encontro eu cá;
Porque me lembro do tempo
Em que livre na campina
Pulsava meu coração, voava,
Como livre sabiá; ciscando
Nas capoeiras, cantando
Nos matagais, onde hoje a morte
Tem mais flores, , nossa vida
Mais terrores, noturnos,
De mil suores fatais.
[...]

Eduardo Alves da Costa


Neste poema o autor de tempos modernos não quer exuberar a beleza do Brasil, mas chamar a atenção para os problemas encontrados hoje nestas terras. De qualquer modo este tema e a intertextualidade possuem varias vozes o que nos remete a certeza de que Gonçalves Dias ainda hoje apresenta muitos seguidores dando inúmeras vozes ao seu poema.

Vejamos o diálogo intertextual com o referido poema de algumas outras obras segundo Rebello (2010):
Na mesma época em Gonçalves Dias criou A canção do Exílio, Casimiro de Abreu também escreveu uma "canção do exílio", como citado acima:
Eu nasci além dos mares:
os meus lares,
Meus amores ficam lá!
- Onde canta nos retiros
seus suspiros,
Suspiros de sabiá!
(...)

Em outro poema, Casimiro de Abreu usa como epígrafe os dois primeiros versos do poema de Gonçalves Dias:
Minha Terra
Minha terra tem palmeiras 
onde canta o sabiá
Todos cantam sua terra, 
também vou cantar a minha
Nas débeis cordas da lira
hei de fazê-la rainha;
(...)

E, no Modernismo, com um tom de crítica, assim escreve Murilo Mendes a sua Canção do exílio:
Minha terra tem macieiras da Califórnia,
onde cantam gaturamos de Veneza.
(...)
Ai quem me dera comer uma carambola de verdade
e ver um sabiá com certidão de idade.

Drummond também escreve a sua Nova canção do exílio, que é dedicada a Josué Montello:
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
(...)
Só na noite,
seria feliz;
um sabiá,
na palmeira, longe.
(...)
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde é tudo belo
o fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe
.
O poeta Mário Quintana escreve também a sua canção, mas com um olhar bem crítico e irônico:
Minha terra não tem palmeiras...
Em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.
(...)
Mais recentemente, por volta dos anos 70, Cacaso, satirizando a ditadura, escreve:
Minha terra tem palmeiras 
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá.
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre:
a água já não vira vinho,
vira direto vinagre.


Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/intertextualidade-as-multiplas-vozes-na-cancao-do-exilio/66525/#ixzz1zCnCwqfn
 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Exercícios sobre os Verbos 7º ano.

Bom trabalho, alunos. 


VERBO ( Conjugação, Modos, Tempos, Pessoas e Formas Nominais)

1. Leia o texto e circule os verbos.

O bilheteEscrevi mil vezes o bilhete de amor.
E ele virou poema,
provocou delírios,
arrepiou meus cabelos
e ferveu o meu corpo todo. (...)
Elias José 

2. Relacione as colunas de acordo o tempo dos verbos.

( a ) Fervi a água. ( ) presente
( b ) Fervo a água. ( ) pretérito
( c ) Ferverei a água. ( ) futuro

3. Observe os verbos e preencha os espaços de acordo a conjugação a qual eles pertençam:
Virar –  escrever –  girar –  dormir –  ficar –  partir –  sonhar –  crer –  provocar –  querer –  fugir –  conversar – entender-  amar –  sorrir –  orar –  estar –  cair –  fazer –  ir –  ver –  ler –  sair
1ª conjugação ( ):
2ª conjugação ( ): 
3ª conjugação ( ):


4. Escolha 3 verbos de cada conjugação acima e construa frases.

5. Indique em que modo estão os verbos destacados:

a) Quando Érica vem ao clube as crianças se divertem.
b) Essas alunas leem um livro por dia.
c) Se você estudar fará uma boa prova.
d) Retire a sujeira da sala.
e) A gente compreende seus erros.
f) Não coma tão rápido, garoto.
g) Se o médico descobrir a cura da doença ele viverá melhor.

sábado, 2 de junho de 2012

Exercícios para o 8º ano se divertir.


Meninos do 8º ano, os exercícios abaixo serão avaliados em sala de aula. Por isso, não deixem de fazê-los. Bom trabalho. 




1. Identifique e classifique o predicado das orações.



01. José chegou cansado.


02. O espetáculo foi emocionante.


03. Chove bastante na minha região.


04. O professor já corrigiu as provas.


05. Prenderam o ladrão.


06. Monica é muito simpática.


07. Vive-se bem no campo.


08. Perdi minha caneta.


09. Você acha minha caneta feia?


10. Os excursionistas chegaram cansados.


11. Bateram à porta.


12. Estava irritado com as brincadeiras.


13. Compareceram todos atrasados à reunião.


14. Come-se com fartura em sua casa.


15. Foi muito difícil a última questão.


16. Cresceram bastante aquelas árvores.


17. O ônibus saiu atrasado.


18. Anoiteceu.


19. Chegaram os filhos da vizinha.


20. Crê-se em Deus.


2.Complete as lacunas, escolhendo para objeto direto um dos vocábulos da lista abaixo.

1. Inutilizei as..................já escritas.

2. Desenhamos ................................da Itália.


3. Cortei o................................com o canivete.


4. Corrigiu as..............................da primeira série.


5. Desceste as.................................rapidamente.


6. Perdemos o.....................................na sombra.


7. Consertamos nossa............................................


8. Comprarei................................na feira.


9. Teresa quebrou o................................


10. Liguei o ..............................


11. Maria removeu aquela.....................sozinha.


12. Entregaram a...............................do dia.


13. Ganhaste o primeiro..............................no concurso.


14. Paulo vendeu seu...........................................


15. O menino quebrou o...................................................

mapa, redações, lugar, frutas, rádio, vaso, prêmio, correspondência, escritório, escadas, folhas, dedo, enceradeira, braço, mesa


3. Sublinhe o verbo transitivo com um traço e objeto direto com dois.




2. Os elevadores das grandes casas comerciais transportam muitas pessoas de uma vez.

3. Resolvi o complicado problema de matemática.


4. Santos Dumont inventou a aviação.


5. Eles venceram brilhantemente os demais participantes da prova.


6. Ganhamos lindos presentes no Natal.


7. Vovô escreveu um livro de memórias.


8. O repórter fornecia os mínimos detalhes do acontecimento.


9. Encapei meus cadernos com esmero.


10. Este livro contém belíssimas histórias.


11. Arranquei uma folha do meu caderno inutilmente.


12. Os homens dignos ganham dinheiro honestamente.


13. O rei contemplava seus enormes domínios.


14. Estudarei em casa os pontos de Geografia.


15. Não há sabedoria alguma nas linhas deste artigo.



4.Grife o verbo e o objeto indireto, se houver.

1. Agora daremos um avião aos alunos.

2. Acalmamos o negociante aflito.


3. Mandarei as revistas a Maria.


4. Felicitamos o bom aluno.


5. Compreendo você.


6. Protejamos as crianças.


7. Preparas uma surpresa para teus pais?


8. Escolhi um ótimo livro para você.


9. Amparou o paralítico com cuidado.


10. Ofereceu um lápis aos amigos.


11. Alegrava a casa neste momento.


12. Presentearemos devidamente.


13. Escreverei a Paulo na próxima semana.


14. Marta comprou-me o quadro.


15. Não preciso disto.





5. Faça como no exercício número 1. Identifique e classifique os predicados.


1. Comprei uma linda boneca.

2. Magda abriu o pacote, surpresa.


3. O filme é próprio  a menores de 12 anos.


4. A taxa de mortalidade infantil está elevada.


5. A chuva caia fina.


6. Choveu garrafa vazia lá de cima.


7. Trovejou muito.


8. Ele criou um bom enredo para a história.


9. Jovens optam por uma vida mais saudável.


10. O eclipse total do sol começa às oito horas.


11. O cão uivava triste ao luar.


12. Nesse instante um forte trovão abalou os ares.


13. A História é a mestra da vida.


14. A despedida deixava a mãe aflita.


15. Jorge aceitou o trato.


16. Belíssimo realmente é o seu apartamento.


17. As doenças e as guerras ceifam milhares de vida.


18. O menino abriu a porta ansioso.


19. Raros são os verdadeiros líderes.


20. Marta entrou séria.


21. Os alunos saíram da aula alegres.


22. Choviam flores do helicóptero.


23. À noite, eu e Rodrigo iremos ao cinema.


24. Ele trovejava impropérios sobre a turba.


25. Quebraram a lanterna do meu carro.


26. Subitamente, pararam todos.


27. Estavam com fome.


28. Aproximou-se então uma menina.


29. Soou na escuridão uma pancada seca.


30. A criança entrou no quarto feliz. ®Sérgio.

Exercitando os conceitos vistos sobre os Substantivos


1. Em: a) “os gregos saíram de dentro do cavalo”
        b) Os cavalos gregos assustaram o inimigo.

Qual é a classe gramatical das palavras sublinhadas.
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2. Marque a única opção em que o adjetivo “Velho” tem função de substantivo:
(   ) O seu tio era velho. (   ) O velho não gostava de jogar damas.  
(   ) Era um armário velho e empoeirado.

3. Leia o texto e responda às questões a seguir:
A Bailarina
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina
Não conhece nem dó nem ré,
mas sabe ficar na ponta do pé
Não conhece nem mi nem fá,
mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
(Cecília Meireles)

a) Retire do texto dois substantivos comuns.
______________________________________________________

4. O substantivo coletivo de: viajantes, examinadores e aves é:
a) caravana, assembléia e concílio
b) caravana, banca e bando
c) congresso, bando e banca
d) congresso, concílio e assembléia
5.      Substitua, nas frases abaixo, o substantivo próprio por um substantivo comum,  
mantendo o sentido da frase.

a)        Maria sempre leva seus filhos para brincar no Hopi-Hari.

b)        Comprei um par de Havaianas para ir à praia.

c)        Juliana sempre pede para a mãe comprar Trakinas.

d)        Todo dia tomo leite com Toddy no café da manhã.

6.      Observe os substantivos em destaque e escreva C para os substantivos concretos e A para os substantivos abstratos.

(    )  Guardar dinheiro  quando se é jovem é uma segurança para a velhice.
(    )  O segurança era muito forte e alto.
(    )  Sempre que estou em casa, sinto que estou em segurança.
(    )  A felicidade é um sentimento que completa o ser humano.
(    )  Dona Felicidade fez o melhor bolo de chocolate que já comi.
(    )  Rosa é uma ótima professora.
(    )  A rosa é uma das mais lindas flores da nossa flora.

7. Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.

1. COMUM        (   ) É aquele que particulariza um ser da espécie. Possuem
                             nomes próprios, principalmente:
2. PRÓPRIO       (   ) É aquele que indica seres dependentes de outros seres
3. CONCRETO  (   ) É aquele que dá origem a outras palavras.
4. ABSTRATO   (   ) É aquele que indica um nome comum a todos os seres da
                             mesma espécie.
5. PRIMITIVO   (   )É aquele que indica seres reais ou imaginários, de
                             existência independente de outros seres
6. DERIVADO   (   )É aquele que se origina, que se forma de outra palavra.
                             pedreira, pedregulho, pedrada, pedraria (derivados da pedra)
                             terreno, terreiro terráqueo, subterrâneo (derivados de terra)
7. COLETIVOS  (   )É aquele formado de apenas um radical
8. COMPOSTO   (   ) É aquele formado de dois ou mais radicais
9. SIMPLES        (   )  Embora no singular, indicam uma multiplicidade de seres da mesma espécie

Por Cristiane Toledo